O mar era
verde e suas ondas tinham mais de 500 metros de altura.
Ao lado,
apenas mistério.
Eram três
as vacas, mas a matemática transformaria em cinco mais tarde.
Eram dois os
papagaios. Um falava alto e o outro era verde, como o mar.
Mas o que
chamava a atenção era sempre o mistério ao lado.
As três
vacas que seriam cinco mais tarde não entenderam o porquê: o
mistério havia comido sua comida.
Sem nada a
fazer, entraram em suas casas com vista para o mar.
Haviam
também outros animais nessa praia: eram nove. E a matemática
transformaria em onze mais tarde.
Eram eles
das espécies caninas, felinas e galináceas, convivendo
misteriosamente.
Os cães não
entenderam porque os felinos não fizeram as galináceas de seu
jantar.
As
galináceas não entenderam porque botaram ovos invisíveis.
E o que
povoava era apenas segredo.
O papagaio
que falava alto explicou em alto e bom som o que acontecia, mas o
verde não entendeu.
E assim, com
muitas dúvidas e nada a resolver, o mistério reinou.
E se
multiplicou como hifas. E dele brotou os mais novos seres da praia:
os fungos.
Vacas,
caninos, felinos, galináceas e papagaios brindaram a boa vinda, mas
continuaram sem suas respostas.
O mistério
fora revelado. Era soberano, pois era um reino inteiro e tomava o
verde mar para si.
Era fértil,
pois sua multiplicação era geométrica.
E em
silêncio, renovou e transformou, mas não explicou.
(Anny Raquel)
De quando cheguei no sítio para cultivar cogumelos...
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